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Risomar Fasanaro - Poesia

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música: Amado Mio

música: Amado Mio

a boca da noite

mastigou

triturou minha tristeza

sua língua sentiu

o sabor da alegria

lambeu-a

cumulou-a de carinhos

e ela não mais saiu

está aqui

aninhada no meu peito





16/03/2013 ........ 7:18 h.






a poesia nascia

na mesa do café

entre manteiga aviação

fruta pão e cuscus

a poesia

voava nos guardanapos

gaivotas

pousavam nos cajueiros

jaqueiras

pitombeiras

caíam no rio

e já eram barcos

um dia um deles me levou

e nunca mais voltou





22-05-2014 ......... 18h18







Duas xícaras de chá sobre a mesa

Uma está vazia:

saudade






de pássaro são teus passos

ainda assim eu sigo

teu vôo

teus rastros







7 homens

7 chaves

7 portas

7 canetas



nenhum dos 7 homens

conseguiu

com as 7 chaves

abrir as 7 portas

tomar as 7 canetas

e escrever



PAZ






amigo

(para José Domingues da Silva)





enquanto o leite esfria na mesa

bebo tua tristeza e te prometo:

amanhã haverá tempo

para rires todos os risos

chorares todos os prantos

amanhã haverá tempo

para tomares teu leite

- quente-

enquanto eu

beberei tua alegria

já que detesto leite







a vida inteira cavei

o chão em busca de estrelas

sem saber que me bastava

olhar o céu

para vê-las






quando amo

sou gueixa

preparo o banho

faço massagem

ouço tuas queixas







a primeira vez que te vi

a lua entrou em eclipse

ondas invadiram as ruas

e eu, nua,

me afoguei em teus olhar






quando te vais

fica em mim

o silêncio

dos haicais







te vi

do outro lado da rua

mas o asfalto se fez rio

e eu,

(rio...)

não sei nadar






o que mais fica na gente

é a sensação

das coisas

inacabadas







teus beijos ficam

mesmo quando te vais

gosto de sal

mar

que lava o cais






Amigo



a primavera chegou

uma quimera

cadê o encontro marcado

com cravos e lírios do prado?

A primavera amigo

Já era...







ontem andei sem rumo

vendo heras nos telhados

fugindo do teu amor

ontem me encharquei

com cabelos de chuva

dia de dúvidas

de dívidas

meus pés mergulharam

na incerteza do amanhã






Felicidade:

Gaivota de crepom

Contra a tempestade







Teu silêncio me diz

Sem mim é mais feliz



-sangro –

Mas um dia

Viro cicatriz







Quero

a manhã dos teus cabelos

nos meus dedos

o sol da noite tua

nua em minhas mãos

quero

loucura do teu gesto

que ficou no vento

o desalento do teu peito

na minh’alma crua

quero teu silêncio calado

estreito

como o abraço de um pai







1º natal em sp



natal sem presépio,

natal sem árvore,

natal sem surpresas

minha irmã e eu corremos

por toda vizinhança

uma árvore! uma árvore! uma árvore...

encontramos um galho de bambu

bolinhas, mamãe! Bolinhas!...

precisamos pra enfeitar a árvore!...

mamãe comprou bolinhas

pequenininhas de dar dó...

mas eram azuis

algodão, mamãe, algodão...

-pra quê?

pra neve, mamãe, pra neve!...

mamãe deu algodão

foi a mais linda árvore de toda minha vida...

nunca mais natal

nunca mais árvore,

nunca mais bolinhas azuis,

nunca mais neve

nunca mais nada...






pororoca

encontro das águas

rio negro

rio Solimões

você e eu







primavera

A chuva levou os cravos

As orquídeas

e os gerânios da janela

a noite encobriu os lírios

perdeste o melhor amigo

e nem percebeste


teus pés pisaram as rosas

se feriram nos espinhos

feriram outros pés

mas não percebestes

não viste nada

só vês beleza no concreto das cidades

a beleza que traz a primavera

não vistes nunca

porque vives muito ocupado

nunca paraste para ver

nem o jardim

nem o orvalho

que escorreu da íris

da tela de van gogh



















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