O projeto - Parte 1
Wolseley Eight 1948
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PARTE 7
PARTE 8
Wolseley Eight 1948
Hagop Garagem informa quantos estão aqui agora


Existem várias maneiras de se pensar em ter um carro antigo.

Você pode ser um aficionado colecionador, daquele bem ortodoxo, para este um carro original deve ter a pintura de quando saiu de fabrica alem de toda a forração interna. A única coisa que ele aceita que seja atual são, os lubrificantes e combustíveis.

Existe outro grupo de aficionados que restauram todo o carro seguindo os padrões de época. Repintam todo o carro sempre na cor original e com o mesmo tipo de tinta. Também trocam toda a forração sempre seguindo os padrões de época. Refazem os cromados, restauram os instrumentos do painel tirando aquele amarelado do tempo. Enfim deixam o carro novíssimo como se tivesse sido fabricado hoje. Fica com cheiro de carro novo.

Normalmente são proprietários de verdadeiras jóias que como tais são raras de se ver rodando no dia a dia. Esses veículos só vemos em exposições, feiras, museus ou raramente rodando em comboios de clubes com todo aparato.

Para se ter um veículo nestas condições hoje é necessário alem de uma boa conta bancária muita paixão e gosto pelo veículo.

No meu caso, inicialmente quando adquiri o Wolseley Eight 1948 pesava que iria conseguir estar no grupo acima. E iniciei os trabalhos de restauração nesse sentido.

Comecei o processo com muito estudo, pesquisa e cuidado. Após vencer algumas etapas do projeto, comecei a notar que o veículo não iria atender as minhas expectativas de utilizá-lo no dia a dia.

Os fatores eram vários: primeiro a fragilidade do motor que restaurei totalmente. Ele se mostrou muito fraco (918cc) alem de esquentar muito. Sistema de freio também muito fraco e não inspirava confiança.

Sistema elétrico de 6v.. Pneus com medidas que não existe no mercado e precisam ser importados a um custo muito elevado. Sem contar os inúmeros itens de manutenção inexistentes e necessários a quem vai utilizar o carro no dia a dia.

Comecei a me perguntar _Porque eu quero um carro antigo?. A resposta que me dei é a seguinte:

                                                            

1- Eu adoro as linhas arredondadas do carro, seu estilo, os cromados, o interior em couro e madeira. Quero usá-lo no dia a dia.

2- Outro aspecto é que quando você roda com ele pelas ruas ele chama a atenção de todos mostrando que ele não é mais um nas ruas e sim o único.

3- Mas também quero um carro que me de prazer e tranqüilidade ao dirigir. Saber que vou sair com ele e votar com ele e não em um guincho.

4- Outro fator é o glamour de dirigir um carro desses na madrugada, ao som de Billie Holiday.

5- Fazer uns casamentos, levando a noiva para a cerimônia, também não esta descartado até porque esse é um dinheirinho que vai ajudar na manutenção do Wolseley.

6- Enfim planos não faltam para esse carro.

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O NOVO PROJETO

Diante do exposto tomei a decisão de mudar o projeto de restauração, que a princípio seria o de manter a total originalidade do veículo.
O visual do carro se manterá todo original.
O primeiro passo foi fazer um estudo das adaptações necessárias para tornar o Wolseley Eight 1948 mecanicamente mais moderno.

Após varias consultas analisando as características e dimensões do carro, cheguei à conclusão que o carro iria receber motor Chevrolet 1.6 gasolina e toda a mecânica e suspensão da Marajó Chevrolet.

Essa definição foi inspirada, entre outras, no projeto do amigo Jeferson Moreira que esta restaurando um Morris Eight.

Conheça o Morris do amigo Jeferson


O Jeferson esta utilizando em seu projeto o motor do chevette. Tenho acompanhado seu trabalho pela internet e percebo que suas adaptações tem dado certo.

Após a finalização dos estudos fui atrás do veículo doador. E aqui começa o novo projeto do Wolseley Eight 1948 by Chevrolet.

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O início



Neste período de procura do carro doador, em uma conversa informal com meu cunhado, ele sugeriu que seria interessante eu conhecer um amigo dele. Esse amigo era nada mais nada menos que o Eng° mecânico Fábio Birolini responsável pelo desenvolvimento e criação do veículo LOBINI entre outros projetos.

Aqui uma breve apresentação do carro desenvolvido pelo Fabio.


                                                            
A principio imaginei que ele não teria o mínimo interesse no meu projeto pois os carros que vi em sua empresa eram veículos fora de serie de alta performance. Já o meu caso era colocar um motor 1.6 em um carro de 1948.


Fabio Birolini e Hagop em visita a EB TECH

  
Mas eu estava enganado. O Fabio não só foi muito atencioso como quis conhecer o carro.

Marcamos então para que ele fizesse uma visita a minha garagem para conhecer de perto o Wolseley Eight 1948. E foi nessa visita que fechamos um acordo de consultoria técnica para as adaptações que o veiculo ira sofrer.

Falei então sobre o veículo doador e o Fabio concordou que seria uma alternativa acertada já que originalmente o Wolseley é um veiculo de motorização dianteira e tração traseira o que iria mante-lo em sua caracteristica.

Conheça a EB TECH


O primeiro passo foi localizar um veículo em condições de doar tudo que fosse necessário para o novo projeto.

Após vários dias de procura, resolvi visitar o leilão de veículos batidos que existe no bairro de Presidente Altino em Osasco.


                                                               

Acho que esse foi um dia de sorte. Encontrei exatamente o que eu procurava.Esta Marajó, apesar de abalrroada nas duas lateraes estava com o cofre do motor intacto.Também intacto estavam: os eixos dianteiro e traseiro,o diferencial e eixo cardam alem de toda a suspenção e cambio. Após alguns lances arrematei o veículo.


                                                               


                                                               


                                                               

Com o veículo já na minha garagem, entrei em contato com o engenheiro mecânico Fabio Birolini.

Conforme a orientação recebida iniciei uma completa relação de medidas entre o veículo doador e o Wolseley Eight, como distância do solo, entre-eixo, comprimento chassi, e mais uma dezena de outras medidas.

A partir dai começamos a desenvolver algumas idéias e soluções para as adptações necessárias.

Iniciei então a desmontagem total do veículo doador, a Marajó.


                                                               


                                                               


                                                               


                                                               

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