Louise Brooks
Musas & Divas
BIOGRAFIA
GALERIA
VIDEOS
Você Conhece essa Diva do Cinema?
O que explica que uma quase desconhecida personalidade do cinema mudo, ignorada durante tanto tempo, torne-se, a cada dia mais, uma febre mundial?

O que existe naquelas antigas fotografias cor sépia, ou nas precárias imagens dos remanescentes filmes mudos, que justifique este interesse, curiosidade ou admiração, em pessoas de lugares tão diferentes?

Os nomes Greta Garbo, ou Marlene Dietrich, são famosos, mas quem foi Louise Brooks?

Se ela foi considerada melhor que estas outras atrizes, porque caiu no esquecimento, e porque agora ressurgiu?


Louise Brooks foi, sem dúvida, uma atriz à frente de seu tempo.

Dona de uma beleza incomum, também era dotada de uma personalidade fortíssima, e uma vontade determinada.

Numa época em que a maioria dos atores e atrizes, para ter trabalho, tornavam-se submissos e eram explorados ao máximo, mal pagos, e freqüentemente nem tinham seus nomes exibidos nos créditos dos filmes, o seu temperamento era por demais explosivo, e Louise, ao não aceitar as normas vigentes na ainda jovem Hollywood incomodou muito aos donos de estúdios, o que de certa forma explica o porquê dela ter sido colocada de lado por tantos anos.


Mary Louise Brooks teve uma carreira breve em Hollywood, tendo participado de 24 filmes entre os anos 1925 e 1938.

Sua imagem e atitudes permanecem, no entanto, como símbolos de uma época, e uma de suas características mais lembradas será sempre o corte de cabelo liso e curto, que lançou moda e tornou-se um ícone dos anos 20


Num mundo onde a mídia fornece acesso imediato a qualquer novidade, e onde as mesmas são consumidas e substituídas rapidamente, é surpreendente observar como uma personagem do início do século, atriz do cinema mudo, pode ser redescoberta e tornar-se a cada dia mais popular, a ponto mesmo de competir com personagens atuais.

Se isto significa algo, nenhuma outra atriz do cinema mudo tem maior número de sites na Internet dedicados à ela do que Louise Brooks.

E claro eu, como fã do cinema classico do passado, não poderia deixar de te-la aqui no meu site.


Surpreendente também é a capacidade que suas imagens tem de prender a atenção das pessoas, sem que elas nem sequer saibam de quem se trata.

Os relatos são muito semelhantes. Um fã diz ter encontrado uma foto daquela desconhecida em uma loja de antiguidades, entre tantas outras, e diz que sentiu uma compulsão em comprar aquela fotografia e tentar descobrir quem era a garota.

Outro diz que cresceu enfeitiçado por uma fotografia que seu pai tinha colada na parede da sala, e que, após adulto, não descansou até descobrir quem era.


Se apenas um filme pudesse ser selecionado para lembrar seu trabalho, este não seria nenhum dos produzidos em Hollywood, mas sim A Caixa de Pandora, rodado na Alemanha e considerado um clássico.

Nesta produção de 110 minutos de duração, disponível em DVD, Louise interpreta Lulu, uma mulher sedutora, que hipnotiza e destrói todos os homens que se aproximam dela.

Há quem diga que sua tumultuada vida amorosa, teria lhe servido de inspiração para a personagem, pois de fato Louise teve muitos romances, sendo o mais famoso com Charles Chaplin.


Em 1955, na exposição 60 Anos de Cinema realizada no Museu de Arte Moderna, em Paris, foi colocado na entrada do prédio, em grande destaque, um imenso pôster de Louise.

Perguntado porque havia escolhido Louise para aquela posição de honra, no lugar de Greta Garbo ou Marlene Dietrich, atrizes bem mais populares, o diretor da Cinemateque Française, Henri Langlois, fez a declaração que se tornaria eterna:

"Não existe Garbo. Não existe Dietrich. Existe apenas Louise Brooks".


Louise nasceu em Kansas, Estados Unidos, em 14 de novembro de 1906.

Aos 4 anos de idade já estava no palco de sua cidade.

Aos 15 decide ir sozinha para New York, e une-se à Denishaw Dance Company, principal companhia de dança moderna americana.

Em 1923 faz diversas apresentações nos Estados Unidos e Canadá, sempre com muito sucesso.

Em 1925 une-se ao legendário grupo Ziegfeld Follies, onde conquista posição de destaque, e faz seu primeiro filme The Street of Forgotten Men.

Assina a seguir um contrato de 5 anos com a Paramount Pictures e em 1927 muda-se para Hollywood, onde participa de diversas produções.

Em 1928, após o produtor B.P.Schulberg lhe negar um aumento, Louise deixa a Paramount e embarca rumo à Alemanha a convite do diretor G.W.Pabst para filmar A Caixa de Pandora.


No final do ano retorna à Hollywood e, já no início da era do cinema sonoro, mas ainda aborrecida com a Paramount, recusa uma oferta de US$10.000 para dublar seu personagem no filme Canary Murder Case, produzido sem som e por isso ainda não lançado.

Os produtores, furiosos com ela, espalharam o boato que Louise tinha uma voz horrível e por isso não poderia dublar o filme.

Num momento em que o cinema deixava de ser mudo e produções sonoras tomavam conta do mercado, a mentira teve um efeito fulminante na carreira de Louise, e fez com que ela fosse encostada em definitivo pelos produtores e esquecida pelo público.

Entre 1929 e 1938 participa de poucas produções na Europa e Estados Unidos.

Em 1943 volta à New York, conseguindo trabalho na radio CBS. Nos anos seguintes, esquecida pelo cinema e pelo público, ganha seu sustento de várias formas, inclusive como vendedora da loja Sak's Fifth Avenue.


Em 1948 começa a escrever sua biografia, que ela mesma destrói ao terminar, seis anos após.

Frustrada, ela justificaria dizendo que " Ao Escrever a história de uma vida acho que o leitor não pode entender a personalidade e os feitos de uma pessoa, a menos que sejam explicados os amores, ódios, e conflitos sexuais dessa pessoa.

Não estou disposta a escrever a verdade sexual que tornaria minha vida digna de ser lida."

Apesar disso, daí para a frente dedica-se quase que exclusivamente à literatura, sendo que seu livro Lulu in Hollywood torna-se um best seller.

Com poucos amigos, Louise tem uma vida reclusa, sofrendo por muitos anos de artrite deformante, e falecendo no dia 8 de agosto de 1985, aos 87 anos de idade


Ultimamente, com seus filmes sendo restaurados e lançados em DVD, com os especiais na TV sobre sua vida e seu trabalho, e mais recentemente, com todos os sites da Internet dedicados à ela, existe uma clara tentativa de reencontrar a magia e o fascínio que ela exerceu como nenhuma outra diva do cinema, na tela e na vida real.

Talvez ela esteja finalmente começando a receber o merecido crédito por sua carreira, e por sua coragem em ter sido a primeira mulher a desafiar os tubarões de Hollywood.

Ou talvez aquele seu antigo poder enfeitiçante esteja agora espalhando-se pela Internet...




Ir para o topo



FILMOGRAFIA


-   The Street of Forgotten Men - A Rua dos Homens Esquecidos (1925)

-   The American Venus - A Vênus Americana (1926)

-   A Social Celebrity - uma celebridade social (1926)

-   It's the Old Army Game - é o jogo da velha arma (1926)

-   The Show-Off (1926)

-   Just Another Blonde - Apenas outra Loira (1926)

-   Love 'Em and Leave 'Em (1926 )

-   Evening Clothes - trajes de noite (1927)

-   Rolled Stockings (1927)

-   Now We're in the Air - Agora Estamos no Ar (1927)

-   The City Gone Wild (1927)

-   A Girl in Every Port - uma garota em cada porta (1928)

-   Beggars of Life - Mendigos da Vida (1928)

-   The Canary Murder Case (1929)

-   Pandora's Box - Caixa de Pandora (1929)

-   Diary of a Lost Girl - Diário de uma Garota Perdida (1929)

-   Prix de Beaute (1930)

-   Windy Riley Goes Hollywood (1931)

-   It Pays to Advertise (1931)

-   God's Gift to Women - Presente de Deus para as Mulheres (1931)

-   Empty Saddles - selas vazias (1936)

-   King of Gamblers (1937)

-   When You're in Love - quando você está apaixonado (1937)

-   Overland Stage Raiders (1938)


Ir para o topo